Encontro Superfícies – Condições do aparecer: fazer e aflorar
Data: 28-05-2026 15:30
Local: New Hand Lab
Superfícies – Condições do aparecer: fazer e aflorar é a segunda edição de um encontro interdisciplinar, organizado em conjunto pela iA* Investigação em Artes e PRAXIS da Faculdade de Artes e Letras da Universidade da Beira Interior e, a partir desta edição, pelo lab2pt e Escola de Arquitectura Arte e Design da Universidade do Minho.
Como na primeira edição, continua a ser nosso propósito promover uma aproximação interdisciplinar tranversal que resulte numa reflexão a lançar a partir dos lugares de conhecimento e de experiência que trazemos. Estes podem ser da filosofia, da arquitectura, do design, da música, da matemática, da engenharia, das artes, de outras áreas, e de lugares de atravessamento entre umas e outras.
Condições do aparecer: Fazer e Aflorar
A urgência contemporânea em manifestar e iluminar o que está à superfície negligencia a espessura dos processos e as mediações que a sustentam. A prontidão do ready-made universaliza-se, mas sustenta-se no obscurecimento do fazer; exige a ficção do “já feito” enquanto subalterniza meios, recursos e materiais que só importam nessa condição acessória. Acontece uma superficialização das próprias superfícies: elas são arrancadas à sua espessura, remetendo-nos a uma experiência de costas voltadas para o que faz o seu próprio corpo.
Por isso, importa praticar a pergunta pelas condições do aparecimento. São mediações, narrativas, materialidades, cujo sentido e experiência importa adentrar, como se levássemos a superfície para o fundo, como se o aflorássemos, mas invertendo a direcção do movimento, de fora para dentro.
Aflorar é uma bela maneira de dizer que algo vem à superfície da Terra. Há afloramentos rochosos quando veios e filões das profundezas surgem expostos na superfície térrea. E há ainda o aflorar assuntos como quem os abre para que, eventualmente, a verdade acabe também por aflorar, como um revelar-se e um acontecer condensados na ideia de algo vir a ser flor. Algo metamorfoseia-se para dar origem a uma flor, as suas pétalas em delgada superfície do mundo.
Neste segundo encontro sobre as superfícies, o desafio é aflorar as condições deste aflorar. Queremos remontar à génese do que se dá a experienciar de forma legível e significativa, mergulhando na espessura de binómios fundamentais: